
Relatório recém-divulgado pela Organização Internacional para as Migrações revela que quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias ao redor do mundo em 2025.
Foram, ao todo, 7 mil, 904 pessoas.
De acordo com os dados, embora o total seja ligeiramente inferior ao recorde de 9.197 mortes e desaparecimentos registrado em 2024, a situação continua crítica e reflete o que a ONU classifica como um fracasso mundial na proteção de pessoas vulneráveis.
Desde que o levantamento começou a ser feito, em 2014, o Projeto Migrantes Desaparecidos já documentou mais de 80 mil vidas perdidas.
Mas, de acordo com a agência das Nações Unidas, o número real pode ser ainda maior.
É que muitos naufrágios e incidentes em rotas migratórias nunca chegam ao conhecimento das autoridades.
Por isso, a redução observada no último ano é atribuída a uma queda no fluxo de pessoas em rotas irregulares, especialmente no continente americano, mas também à falta de recursos financeiros para o trabalho de busca e documentação por parte de órgãos humanitários.
Somente nestes primeiros meses de 2026, a organização já contabilizou mais de mil setecentos e vinte óbitos ou desaparecimentos.
A entidade reforça que essas mortes são evitáveis e que o mundo precisa de uma ação coordenada e urgente para oferecer vias seguras de migração, evitando que milhares de pessoas continuem morrendo em busca de uma oportunidade de melhores condições de vida.





