
O comércio ilegal causa rombo bilionário na economia e desafia a competitividade das empresas formais.
O alerta é da Confederação Nacional do Comércio, a CNC.
De acordo com a entidade, a produção, importação, exportação, venda e compra de bens que não segam a legislação atual do país retira 179 bilhões de reais por ano do varejo brasileiro.
Esse montante equivale a cerca de 1,5% de todo o Produto Interno Bruto do país.
Além do prejuízo direto aos lojistas, o avanço da pirataria e do contrabando provoca uma evasão fiscal de quase 75 bilhões de reais por ano em impostos que deixam de ser arrecadados pelo cofres públicos e que poderiam ser destinados a áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Os economistas apontam que o mercado ilegal praticamente dobrou de tamanho no Brasil nos últimos quinze anos, impulsionado por fatores como a alta carga tributária e a fragilidade na fiscalização.
A CNC destaca ainda que o problema ultrapassa as perdas financeiras, uma vez que a entrada de mercadorias sem qualquer controle sanitário ou certificação de segurança representa um risco grave e direto à saúde dos consumidores.
Por isso, o setor produtivo defende uma agenda urgente com ações coordenadas em três frentes: o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização nas fronteiras e centros comerciais, a modernização dos processos das empresas legais e a simplificação tributária.






